HomeNotícias [25/06] Lacuna Coil em SP: emoção e simpatia em alta
[25/06] Lacuna Coil em SP: emoção e simpatia em alta
LACUNA
COIL
Espaço Lux,
São Bernardo do Campo/SP (19/06/2010)
Texto por Luciano Piantonni e Silvia Curado e
fotos por Luciano Piantonni
Há muito que nós aguardávamos por essa primeira
visita do Lacuna Coil ao Brasil – uma pena que a banda só tenha tido uma data
agendada por aqui, já que eles vinham de uma estressante maratona de shows, que
contabilizava mais de dois meses num giro que incluiu Estados Unidos, México e
países da América latina.
Como o show do Brasil era o último da tour,
havia dúvidas sobre a performance da banda – por causa do cansaço – e se
teríamos um show especial – por ser o encerramento da tour.
Por volta de 14hs do sábado, fomos encontrar a
bela vocalista Cristina Scabbia no hotel, para uma entrevista (que você irá
conferir na ROCK BRIGADE, logo mais) e também, para entregar algumas
caricaturas feitas pelo nosso artista Wiliamp.
No horário marcado, eis que surgem Marcos Suarez
(Liberation e produtor do show), Adam (tour manager) e Cristina Scabbia, dona
de uma simpatia contagiante. O baixista e líder Marco “Maki” Coti Zelati também
apareceu, mas não participou da entrevista. Ficou apenas admirando os desenhos
por um bom tempo. Assim que terminou a entrevista, nos despedimos e fomos para
o local do show.
Ao chegar no Espaço Lux (vale a pena dizer é uma
bela casa para espetáculos!)demos de
cara com uma enorme fila, que virava o quarteirão.
Graças ao contato feito com Adam no hotel, assim
que chegamos perto da mesa de som, ele nos deu acesso ao setlist. Foi aí que
tivemos uma surpresa; Nos demais países, a banda tinha tocado apenas 19
músicas. Nesse último set, haviam 21 músicas (com relação aos outros shows dos
países “hermanos” incluíram Tight Rope e
1.19).
Programado para começar às 20hs, os técnicos
tiveram problemas e só liberaram o palco meia hora depois.
Um bom público – que praticamente lotava a casa
– se aglomerava à espera do sextetoitaliano.
Os fãs já estavam completamente ansiosos, quando
as luzes se apagaram de vez, as cortinas se abriram e começou a rolar a Intro de Survive (presente no último álbum, Shallow Life, 09) com o batera Cris Mozzati em pé na bateria.
Um telão no centro do palco mostrava imagens da
banda – e de cada álbum que era tocado.
O público delirou quando Cristina Scabbia e o
também vocalista Andrea Ferro entraram no palco – os fãs cantavam tão alto que
quase não dava para ouvir os dois.
Sem dar pausa, emendaram com Underdog (Shallow Life, 09) e Closer
(Karmacode, 06)
Uma pequena pausa, Cristina agradece o
entusiasmo dos fãs e eles tocam I’m Not
Afraid (a única música dispensável de Shallow
Life, pois tem um refrão que lembra o Linkin Park...).
A presença de palco da banda é bem legal. Os
guitarristas Cristiano “Pizza” Migliore e Marco “Maus” Biazzi revezavam de lado
em algumas músicas, assim como Cristina e Andrea, que interagiam com o povo – e
entre si – com vocais e muita expressão corporal (Andrea ainda fazia caras e
bocas quando cantava) Marco, o “chefão” ficava quase que ao centro do palco,
com seu olhar sério, mas que na verdade esconde um cara bastante tímido – e
engraçado.
O show foi rolando com Fragments Of Faith (Karmacode,
06), 1.19 (que mais tarde ficamos
sabendo que iria substituir a maravilhosa Daylight
Dancer e Tight Rope (que por
causa da meia-hora de atraso, infelizmente foram limadas do set...).
Em seguida, Cristina fala que adoraria poder
falar nossa língua, já que a próxima música seria em sua língua natal, o
italiano, talvez o maior “hit” do Lacuna Coil, Senzafine (Unleashed Memories,
01).
Engraçado que no palco “chovia” presentes como
faixas, bandeiras brasileiras, pulseiras, camisetas da Seleção Brasileira de
futebol e muitos bichos de pelúcia (esses direcionados á vocalista – que fazia
questão de pegar todos e colocar ao lado da bateria).
Mais uma do Shallow
Life, I Wont Tell You (que possui
um excelente refrão) e podemos notar que além de ser muito bonita, Cristina vai
além das expectativas, com uma excelente voz e uma entrega muito legal em cena
– que é o que realmente interessa!
Mais uma pausa e ela fala sobre as recentes
perdas que o mundo do rock/metal teve, Peter Steele (Type O Negative), DIO e
Paul Gray (Slipknot) e dedica a próxima música para eles; Heaven’s A Lie (Comalies,
2002).
Fragile (Karmacode, 06) foi a seguinte e emocionou os fãs – que tinham todas
as letras na ponta da língua.
Mais uma pequena pausa e Cristina mais uma vez é
o centro das atenções ao executarem a balada Wide Awake (Shallow Life,
09).
A excelente To
The Edge (Karmacode, 06) devolveu
o peso, com destaque para o vocal poderoso de Andrea Ferro.
A próxima música quase mata os fãs das antigas
do coração, era a belíssima e melancólica When
A Dead Man Walks (Unleashed Memories,
01) – que você pode conferir o vídeo aqui no site da ROCK BRIGADE. Nessa música
a banda mostra os resquícios de quando tinha influencias do Paradise Lost . Sem
dúvidas o maior destaque do show!
Claramente evidenciando seu último trabalho, Shallow Life,The Maze é a próxima, seguida da excelente Swamped (Comalies, 02),
encerrando a primeira parte com o já tradicional cover do Depeche Mode, Enjoy The Silence (Karmacode, 06) O público quase explode de emoção – nessa hora tivemos
a impressão que muita gente conhecia a banda por causa desse cover...
A banda volta para o bís com mais duas do Shallow
Life, a bela Not Enough, seguida
do primeiro single desse álbum, Spellbound, encerrando o show com Our Truth.
A banda encerra agradecendo os fãs, prometendo
voltar em breve e distribuindo palhetas e baquetas.
Com certeza deixou uma excelente impressão, pois
além de fazer um show “redondo”, cativou a todos, mostrando muita simpatia e
acima de tudo, sinceridade!
Se há algo para reclamar, talvez seja com
relação ao set, que ficou devendo ao menos uma música do primeiro e
maravilhosofull lenght, In A Reverie
(99)
Como curiosidade: apenas não deu para
entender porque a banda não toca a ótima I
Like It, já que além de possuir um videoclipe muito legal, foi uma das
poucas músicas não executadas de Shallow
Life...
De qualquer forma, todos saíram de lá felizes da
vida, torcendo para que a banda volte bem rápido!
Como diria Cristina Scabbia: Rock on!
Agradecimentos/Thanks mais que especiais: Marcos
Suarez e a todos da Liberation por todo o suporte e atenção; e Matt Wrycraft
(Empty Spiral).