HomeNotícias [16/07] Veja a cobertura completa do Sweden Rock Festival 2010
[16/07] Veja a cobertura completa do Sweden Rock Festival 2010
SWEDEN
ROCK FESTIVAL 2010
Sölvesborg,
Suécia (09 a
12 de junho 2010)
Texto por André Miranda e fotos por Pati Patah
A pacata cidade de Sölvesborg, situada ao sul da
Suécia, torna-se, na primeira quinzena de junho, a capital mundial do Rock, já
que é sede do melhor festival de Rock do mundo: o Sweden Rock Festival!
A 19° edição do festival, ocorrida de 09 a 12 de junho, marcou mais
uma vez pelo ecletismo do cast e nomes de peso marcaram presença. Neste ano,
tivemos como headliners os norte-americanos do Guns N’ Roses divulgando o polêmico Chinese Democracy e os gigantes do Aerosmith, que, recentemente, também estiveram envolvidos em
polêmica quanto à possível saída do vocalista Steven Tyler da banda. E como se
dois pesos pesados não bastassem, o festival reservou uma carta na manga: o
irlandês Gary Moore fazendo um set
list baseado na sua fase Hard Rock.
Cientes de que apenas headliners de peso não
bastam, o cast contou com outros grandes nomes do Rock/ Metal para manter o
alto nível do festival. U.D.O., Slayer, Cinderella, Bachman &
Turner, Billy Idol, W.A.S.P., entre tantos outros, não
deixaram a peteca cair e trouxeram a agitação necessária durante os quatro dias
de festival.
Como nas últimas nove edições, mais uma vez,
todos os ingressos foram vendidos em um total de 33000 pagantes. Novamente a
ótima infra-estrutura do festival não deixou a desejar, trazendo todo o
conforto necessário para esta verdadeira maratona do Metal.
Como novidade, a antiga tenda (Gibson Stage) foi
dividida em dois palcos menores, o Rockklassiker Tent (onde ocorreriam shows
acústicos) e o Nemis Tent (que contaria com bandas emergentes da cena sueca) e
o Zeppelin Stage foi renomeado de Dio Stage, uma justa homenagem ao já saudoso
Ronnie James Dio. Os demais palcos – Festival, Rock e Sweden – permaneceram
exatamente como nos anos anteriores.
Como ponto negativo, a chuva durante os quatro
dias de festival castigou bastante e tirou este que vos escreve do sério por
diversas vezes!
Mas vamos ao que interessa: Rock N’ Roll!
DIA 09/06/2010 – AQUECIMENTO
O primeiro dia no Sweden Rock Festival é
conhecido como Warm Up (aquecimento), pois conta com um número menor de bandas
e os dois maiores palcos - Festival e Rock – permanecem fechados com shows
ocorrendo nos demais palcos.
Após a retirada das credenciais e de gastar
algumas coroas suecas em CDs, DVDs e camisetas, pontualmente às 15:30h, me
posicionei em frente ao Dio Stage para acompanhar a banda vencedora da “Batalha
das bandas tributo”, o Heart Attack,
que obviamente homenageia o Heart. A carismática vocalista Martina Edoff e a
guitarrista Miam Tern representam muito bem as irmãs Wilson em termos visuais e
musicais. E que show bacana! Obviamente não faltaram os clássicos All I Wanna Do Is Make Love to You, If Looks Could Kill, What About Love e a obrigatória Barracuda.
Após o Heart cover, era hora de conferir os
suecos do F.K.Ü. – Freddy Krueger’s
Underwear ou Cueca do Freddy Krueger se vc preferir – e, apesar do hilário
nome, esses suecos, que tocam fantasiados como o personagem da série Pesadelo em Elm Street, fazem um
Thrash Metal no melhor estilo Exodus e os destaques vão para as músicas do seu
último lançamento, o maravilhoso Where
Moshers Dwell, com destaque absoluto para a própriafaixa título que fez todos baterem cabeça.
Excelente banda ficando a dica para quem não conhece.
Após essa aula de Thrash Metal, era hora do
Metal Tradicional, mais uma vez no Dio Stage, com os suecos do Steelwing. Com um som bastante calcado em Iron Maiden, a banda,
muito boa tecnicamente, não empolgou com as músicas do seu debut, destacando-se
Headhunter e The Nightwatcher. Apenas razoável.
Mais um breve intervalo para alimentação e rumei
para o Sweden Stage para checar o show do Michael
Monroe, ex-vocalista do Hanoi Rocks e novamente em carreira solo. Um bom
show com o vocalista agitando muito apesar de não empolgar tanto. Os destaques vão para The
Boulevard of Broken Dreams e Not
Fakin’ It. Como definiu um colega, trata-se de “muito do mesmo” devido à
impressionante similaridade entre muitas das músicas. Um bom entretenimento.
Na sequência teria pela frente o primeiro (e
único) show acústico do festival: o Warrior
Soul. Particularmente não entendo como ainda podem existir shows nesse
formato. Simplesmente não funciona e, para piorar, o som estava muito alto e
embolado. Uma banda com tantos hits teria feito um fantástico show elétrico.
Mesmo assim, os destaques vão para Love
Destruction e Downtown e a
ausência da obrigatória Hero no set
deixou uma sensação de vazio ao término do show.
Por fim, era hora da atração principal da noite:
os alemães do U.D.O. E que
espetáculo!
Baseando o set na sua carreira solo, o
carismático baixinho Udo Dirkschneider desfilou clássicos como Holy, Mastercutor, Animal House,
The Bullet and the Bomb entremeados
aos clássicos do Accept. E não faltaram Midnight Mover, Metal Heart, Princess of the
Dawn, Balls to the Wall, I’m a Rebel e Fast as a Shark. Um dos destaques do festival! Fim do primeiro round. Hora de
voltar ao hotel para algumas poucas horas de descanso.
DIA 10/06/2010 – SEGUNDO DIA
O segundo dia de festival já começaria a mil por
hora com os americanos do Stone Sour.
Para quem não sabe, o Stone Sour começou como um projeto paralelo do vocalista
Corey Taylor do Slipknot, que conta também com outro membro desta banda, o
guitarrista James Root. Um certo clima de incerteza pairava no ar quanto à
realização deste show em função da trágica morte do baixista do Slipknot Paul
Grey duas semanas antes do festival. Mostrando um profissionalismo acima do
comum, o Stone Sour não só honrou os compromissos de sua agenda como literalmente
quebrou tudo em cima do palco! Baseando o set no maravilhoso album Come What(Ever) May, a banda manteve o
público na mão do início ao fim do show. Corey Taylor é um excepcional frontman
e as músicas em si são muito boas. Não poderiam faltar as fantásticas Reborn, Made of Scars, Your God e
o grande hit Through Glass, além de
duas novas músicas novas, que estarão presentes no próximo lançamento da banda
– Audio Secrecy – previsto para
setembro deste ano. Um dos destaques do festival!
Pouco antes do término do show do Stone Sour,
rumei para a Nemis Tent para conferir o Hard Rock do Mama Kin. Promovendo o excelente debut In the City, os suecos dominaram o palco e contaram com bom apoio
do público na execução de Supeman, Too Much e da própria faixa-título. Os
destaques vão para o vocalista e guitarrista Ward, que tem um timbre de voz
semelhante ao de Paul Stanley do Kiss. Completam a banda o guitarrista Elias, o
baixista Jon e o baterista Edwin. Ótimo show!
Após o Mama Kin, a emoção tomou conta deste
pobre mortal, pois um antigo sonho estava prestes a se realizar no Dio Stage:
era hora do Treat! O Treat é uma
banda sueca de Hard Rock dos anos oitenta que tem um som similar ao Europe e
que estava afastada dos palcos há algum tempo. Após o lançamento do excelente Coup de Grace, a banda retornou com tudo
aos palcos e fez um estupendo show! O set foi baseado no seu mais recente
lançamento, com destaques para We Own the
Night, The War is Over, Papertiger e Skies of Mongolia, mesclado a antigos clássicos como Conspiracy, Get You on the Run e World of
Promises. Destaques para o monstruoso baterista Jamie Borger (ex - Talisman)
e o vocalista Robert Ernlund. Top 5 do festival!
Após esse massacre chamado Treat, corri pra o
Sweden Stage para assistir a mais um ícone do Hard Rock dos anos 80: os
americanos do Y&T. Promovendo o
bom Facemelter, a banda fez um set abrangendo
todas as fases da carreira, destacando-se Black
Tiger, Meanstreak, Forever e Eyes of a Stranger. Vale ressaltar, também, a homenagem feita pela
banda a Ronnie James Dio com o cover de Rainbow
in the Dark com Dave Meniketti literalmente imitando a voz de Dio. Como
ponto negativo, a chuva castigava bastante e ainda castigaria mais durante o
dia!
Fim do Y&T e tive de fazer a primeira
escolha do festival: DeathAngel ou Pretty Maids? Apesar de adorar as duas bandas, optei pela segunda.
Substituindo de última hora o Ratt,
que cancelou toda a turnê européia em função da cirurgia do vocalista Stephen
Pearcy, os dinamarqueses do Pretty Maids fizeram um show perfeito. Promovendo o
estupendo Pandemonium, os membros
remanescentes da formação original Ronnie Atkins (vocal) e Ken Hammer (guitarrista)
puseram fogo no palco principal do festival e agradaram em cheio aos fãs mais
antigos com clássicos Back to Back, Love Games, Queen of Dreams, Red, Hot and
Heavy, Scream; os fãs mais
recentes vibraram ao escutar Pandemonium,
I.N.V.U., Little Drops of Heaven e Wake
Up to the Real World. Na minha humilde opinião, o segundo melhor show do
festival!
Sem tempo para respirar e com a chuva pairando
sobre a cabeça, literalmente corri para o Dio Stage para pegar a meia hora
final do Blackberry Smoke. Southern
Rock de muita qualidade, a banda conquistou o público sueco com simplicidade,
simpatia e obviamente muita competência. Destaques para Sanctified Woman e Freedom
Song.
Após breve descanso, era hora do Inferno na
Terra no Festival Stage: Slayer! Um
dos quatro grandes do Thrash Metal americano estreava no Sweden Rock promovendo
o ótimo World Painted Blood. O Slayer
sempre faz ótimos shows apesar da pífia interação da banda com os fãs durante o
espetáculo; soma-se a isso o fato do baixista e vocalista Tom Araya não poder
agitar mais durante as músicas em função de uma placa na coluna cervical, o show poderia ser classificado como frio. Mas as músicas fazem toda a diferença e
clássicos como South of Heaven, Rainning Blood, Angel of Death, Hell Awaits
e Seasons in the Abyss fizeram o
público delirar. Destaque para o fenomenal baterista Dave Lombardo que faz
parecer com que os demais membros sirvam apenas de acompanhamento para ele
destruir o seu kit!
Hora de mais uma escolha: Jorn ou Danzig? Optei
pelo vocalista norueguês e me dei mal! Adoro a carreira solo do Jorn, além das bandas pelas quais ele
passou como Masterplan, Vagabond, Beyond Twilight, Millenium, The Snakes e o
projeto Allen/Lande, mas o show em si deixou muito a desejar. A começar pela
falta de presença de palco do vocalista que, apesar de cantar muito, permanece
estático o tempo todo sem se comunicar com o público. Em segundo lugar o set
não ajudou baseado única e exclusivamente em sua carreira solo em função da
gravação de um DVD oficial. E por fim, a ausência da música mais esperada do
festival – Song for Ronnie James – deixou a todos muito desapontados. A grande
decepção do festival!
Enquanto no palco principal o Aerosmith fazia um show repleto de hits
das FMs, optei por ver o Mayhem e
uma palavra define o que senti durante o show: medo!
Liderados pelo carismático vocalista Attila
Csihar, que estava vestido como um padre demoníaco e portando uma forca em mãos
durante o espetáculo, o Mayhem
destilou todo o seu ódio cristão em faixas como Pagan Fears, Illuminate
Eliminate e De Mysteriis Dom Sathanas.
Um bom show com destaque para o extremamente rápido baterista Hellhammer que já
passou pelo Dimmu Borgir. Fim do segundo tempo. Hora de recarregar as baterias!
11/06/2010 – TERCEIRO DIA
O dia já começava chuvoso e um pouco mais frio
em relação às duas primeiras jornadas, mas a adrenalina já estava a mil, pois a
maratona de ótimos shows continuaria por mais dois dias.
A primeira atração do dia seria o ótimo Bigelf, oriundo da ensolarada
Califórnia. O Bigelf é uma banda com quase 20 anos de existência e seria bem
definido como uma mistura de Beatles e Black Sabbath. Parece estranho? Soa
muito bem!
Liderados pelo inconfundível vocalista e também
tecladista Damon Fox, o Bigelf nos brindou com uma ótima retrospectiva de sua
carreira englobando músicas de seus três álbuns de estúdio, dando maior ênfase ao
mais recente lançamento, o excepcional Cheat
the Gallows. Estranho foi o fato de eles não incluírem o maior hit do
album, a obrigatória Money, It’s Pure Evil.
Destaques para Evils
of Rock N’ Roll, Hydra e Money Machine. Um excelente aquecimento
para o que estava por vir!
Debaixo de uma garoa chata, rumei para o palco
principal para conferir uma das atrações mais esperadas do festival: o Michael Schenker Group, em turnê de
comemoração aos 30 anos de banda.
A formação da banda foi praticamente a mesma que
passou por terras tupiniquins em meados de 2009, exceção a um irreconhecível
Chris Glen no baixo. O set list também foi muito parecido com o apresentado por
aqui com destaque para as obrigatórias Ready
to Rock, On and On, Into the Arena, Cry for the Nations e Attack
of the Mad Axeman. Vale ressaltar a ótima fase vivida por Michael Schenker
que, tocou muito, interagiu bastante com o público e ainda mostrou muito bom
humor em uma concorrida tarde de autógrafos algumas horas após o show!
Pausa para o almoço e novamente a postos no
Festival Stage para assistir a um dos shows mais aguardados pelo público: Rick Springfield. Este sexagenário australiano,
que também é ator, tem um Grammy em sua carreira pela música Jessie’s Girl. Contando como uma
excelente banda de apoio, Rick Springfield conquistou o público com os seus
inúmeros hits, entre eles Living in Oz,
Affair of the Heart, Don’t Talk to Strangers e a já supracitada
Jessie’s Girl. Não faltaram músicas
de seu mais recente lançamento Venus in
Overdrive com destaque para What’s
Victoria’s Secret? Um show para ficar na memória!
Hora de mais uma escolha: Magnum ou Steel Panther?
Rumei para o Sweden Stage para assistir aos
americanos do Steel Panther. Há quem torça o nariz para este tipo de sátira,
mas é fato que a banda tem ótimos músicos, entre eles Russ Parish, que já tocou
com Rob Halford no Fight. Completam o time o baterista Stix Zadinia (Darren
Leader), o baixista Lexxi Foxxx (Travis Haley) e o vocalista Michael Starr
(Ralph Saenz). As letras maliciosas com alto teor sexual associadas à
performance nada convencional da banda – o baixista Lexxi Foxxx arrumando a
maquiagem com um espelhinho entre as músicas foi hilário - fez com que o show
beirasse à perfeição e até mesmo o cover dos Backstreet Boys I Want it That Way ficou excepcional!
Show nota dez com destaque para a pesadíssima Death to All But Metal e o ótimo cover para Kickstart My Heart do Motley Crue . Fica aqui a dica para quem não
conhece o trabalho da banda!
O grande logo atrás do palco já anunciava o que
teríamos pela frente: Cinderella no
Festival Stage! A banda estava de volta aos palcos após um hiato em função dos
problemas na voz de Tom Kiefer e com a formação original. E como é agradável
ver e ouvir Jeff LaBar (guitarra), Eric Brittingham (baixo), Fred Coury
(bateria) além do já citado Tom Kiefer (vocal e guitarra).Em minha humilde
opinião, foi o set list mais perfeito de todo o festival baseado nos três
primeiros álbuns (Night Songs, Long Cold Winter e Heartbreak Station). E dá-lhe Somebody Save Me, Night Songs, Nobody’s Fool,
The Last Mile, Push Push, Shelter Me e a
maravilhosa Don’t Know What You Got (Till
It’s Gone). A banda está em ótima forma com grande destaque para Tom Kiefer que
parece ter voltado aos velhos tempos! Sonho realizado.
A próxima atração em um Rock Stage abarrotado e com
uma tempestade monstro respondia pela alcunha de William Albert Michael Broad.
Quem? Obviamente estamos de Billy Idol!
Talvez a atração mais rock n’ roll e ao mesmo tempo mais polêmica em um
festival como o Sweden Rock mostrou com toda a propriedade como se faz um
grande espetáculo! Acompanhado do fiel escudeiro e excepcional guitarrista
Steve Stevens e do tecladista Derek Sherinian (ex-Dream Theater), Billy Idol arrasou tocando os grandes
sucessos de sua extensa carreira. Não puderam
faltarDancing With Myself, White Wedding, To Be a Lover, Eyes Without a
Face e Rebel Yell. Pessoalmente não era fã
de Billy Idol antes do show. Posso
dizer que tudo mudou após essa aula de Rock N’ Roll! Nota 10 com louvor!
Enfim era chegada a hora do segundo headliner do
festival: o irlandês Gary Moore
tocando um set baseado em sua fase Hard Rock. A expectativa era enorme, pois
faz muito tempo que Gary Moore vem
se dedicando à sua outra paixão: o blues.
Contando com uma competentíssima banda de apoio,
o irlandês, que também é um excelente vocalista, pôde mostrar toda a sua exímia
técnica em clássicos como Over the Hills
and Far Away, Military Man, Empty Rooms e a maravilhosa Out in the Fields, não tendo como não
lembrar do famoso dueto com o saudoso Phil Lynottdo Thin Lizzy. Emoção
pura! Talvez o grande equívoco tenha sido a ordem das músicas, pois a trinca
final com Still Got the Blues, Walking By
Myself e Parisienne Walkways levou
a temperatura do show lá para baixo com os intermináveis solos de Blues em uma
fria madrugada sueca, além da ausência de clássicos do nível de Murder in the Skies, After the War e Victims of the Future deixou certo ar
de frustração no ar. Fim de papo no terceiro dia. Faltava o último round!
QUARTO DIA – 12/06/2010
Apesar de fisicamente esgotado, ainda restava um
dia inteiro de shows para se deliciar neste último dia de Festivallen. E, exatamente às 13h30min, estava à frente do Festival
Stage para acompanhar os americanos do Fates
Warning. Talvez os grandes
atrativos para este show fossem a formação que gravou o clássico Parallels e o próprio disco em questão
sendo tocado quase que na íntegra! Não teve como não se emocionar com Leave the Past Behind, Life in Still Water, Eye to Eye, The Eleventh
Hour,Point of View, We Only Say Goodbye, além de outras maravilhosas
músicas comoA Pleasant Shade of Grey Part III e a
megaclássica Through Different Eyes. A banda toda é muito
técnica, mas o grande destaque vai para o vocalista Ray Alder, que continua cantando como há 20
anos.
Talvez o ápice de expectativa do festival
residisse na próxima banda, ou melhor, no vocalista que subiria ao Rock Stage:
Michael Kiske e a sua mais nova banda, o Unisonic,
afinal havia 19 anos que Kiske não subia a um palco, desde o fim da Chamaleon
Tour com o Helloween. Porém, pouco antes do início do show, veio uma forte
chuva com ventos que, literalmente derrubou parte da House Mix, o que de
imediato atrasou o início do show! E, até que houvesse total segurança para
todos os envolvidos, não se deu o início do espetáculo. Com cerca de quase 30
minutos de atraso, sobem ao palco Dennis Ward e Kosta Zafiriou (baixista e
baterista, ambos do Pink Cream 69) e Mandy Meyer (guitarrista ex-Krokus e
Cobra) e a lenda viva do Metal Michael Kiske. Esbanjando bom humor com o ótimo
público presente e tocando guitarra base, Kiske avisou de antemão que o
material a ser executado pela banda seria do projeto AOR Place Vendome, além de
uma música nova do Unisonic e duas
músicas de um passado muito distante, o que já causou um grande alvoroço entre
os fãs! E como continua cantando esse rapaz! Eu me arrepio só de lembrar! Ele
simplesmente destruiu cantando temas como Cross
the Line, Set me Free, The Setting Sun e My Guardian Angel, todas do Place Vendome. Mas bastou ele anunciar Kids of the Century, do maravilhoso Pink Bubbles Go Ape do Helloween para
causar verdadeira histeria entre os fãs! Não teve como controlar as lágrimas,
que viraram verdadeiro vexame ao início de A
Little Time, do fenomenal Keeper of
the Seven Keys Part I. Sonho mais que realizado!
Ainda não acreditando no que tinha acabado de
acontecer, rumei para o palco principal para assistir ao Winger. Em promoção ao lançamento do excelente Karma, a banda fazia o seu único show no continente europeu em
2010. Talvez, por isso, a expectativa era enorme e a banda não decepcionou no
palco. O que falar de músicos do gabarito de Kip Winger (baixo e voz), Reb
Beach (guitarra), Rod Morgenstein (bateria) e de John Roth (guitarra)?
Foram tocados clássicos de todas as fases,
incluindo as obrigatórias Rainbow in the
Rose, Headed for a Heartbreak, Easy Come Easy Go e Down Incógnito passando pelas mais novas (e pesadas!) Deal With the Devil e Stone Cold Killer. A grande ausência
ficou sendo a megabalada Miles Away, mas
nada que pudesse abalar a ótima performance dos americanos.
A curiosidade acerca do Opethera muito grande,
uma vez que a banda vem recebendo rasgados elogios de Mike Portnoy, baterista
do Dream Theater. Lógico que os músicos são extremamente técnicos,
especialmente o guitarrista Fredrik Akesson (ex-Talisman e Arch Enemy) e o
grande mentor por trás do Opeth Mikael Akerfeldt (vocais e guitarra). Para quem
não conhece, o Opeth é uma banda de Death Metal e Metal Progressivo que alterna
vocais limpos e vocais urrados. Um show nada convencional por sinal, que já
começou com a balada Windowpane para,
na seqüência cair na pancadaria de The
Grand Conjuration e Lotus Eater,
os grandes destaques do show, que encerrou com Blackwater Park. Um bom show.
Hora de mais um show histórico: Bachman & Turner juntos após um
hiato de 19 anos! E que emoção ver os já senhores Randy Bachman e Fred Turner
em ação, desfilando verdadeiros hinos do Classic Rock. Não
puderam faltar as maravilhosas Hey You, Takin’ Care of Business e You Ain’t Seen Nothing Yet. Um excelente show!
Sabe aquele ditado que diz que o melhor vem
sempre no final? Pois é, ele pôde ser aplicado ao show do W.A.S.P. Apesar do clima de desconfiança que pairava sobre a banda
em função dos acontecimentos em Curitiba e São Paulo em abril deste ano,
Blackie Lawless e companhia simplesmente quebraram tudo. Com um set baseado nos
dois primeiros lançamentos da banda (WASP
e The Last Command), a banda pôde
executar temas obscuros e até mesmo nunca tocados como The Torture Never Stops, The Last Command, Hellion, Widowmaker e Sleeping (in the Fire), mesclados a
músicas obrigatórias como L.O.V.E.
Machine, On Your Knees, Wild Child, I Wanna Be Somebody, The Idol, Chainsaw
Charlie e Blind in Texas e as novas Crazy
e Babylon’s Burning. Era nítida a
felicidade no rosto de cada headbanger em um abarrotado Rock Stage. Disparado o
melhor show do festival!
Após essa aula de Hard Rock com o W.A.S.P.,
ainda faltava o principal headliner do festival, o Guns N’ Roses, mas a falta de pernas e o atraso de mais de 50
minutos de Axl Rose me fizeram desistir e encerrar o meu Sweden Rock Festival
de forma antecipada.
Teremos a vigésima edição do festival em junho
de 2011 e os boatos dão conta de uma edição mais do que especial; mas será que
dá para ser mais especial do que foi nos últimos dezenove anos?