Vídeos

Amanda Somerville & Michael Kiske
Silence


Login






Recuperar senha perdida
Fazer novo cadastro


Die Hard

Home arrow Notícias arrow [16/07] Veja a cobertura completa do Sweden Rock Festival 2010
[16/07] Veja a cobertura completa do Sweden Rock Festival 2010

SWEDEN ROCK FESTIVAL 2010

Sölvesborg, Suécia (09 a 12 de junho 2010)

 

Texto por André Miranda e fotos por Pati Patah

 

A pacata cidade de Sölvesborg, situada ao sul da Suécia, torna-se, na primeira quinzena de junho, a capital mundial do Rock, já que é sede do melhor festival de Rock do mundo: o Sweden Rock Festival!

 

A 19° edição do festival, ocorrida de 09 a 12 de junho, marcou mais uma vez pelo ecletismo do cast e nomes de peso marcaram presença. Neste ano, tivemos como headliners os norte-americanos do Guns N’ Roses divulgando o polêmico Chinese Democracy e os gigantes do Aerosmith, que, recentemente, também estiveram envolvidos em polêmica quanto à possível saída do vocalista Steven Tyler da banda. E como se dois pesos pesados não bastassem, o festival reservou uma carta na manga: o irlandês Gary Moore fazendo um set list baseado na sua fase Hard Rock.

 

Cientes de que apenas headliners de peso não bastam, o cast contou com outros grandes nomes do Rock/ Metal para manter o alto nível do festival. U.D.O., Slayer, Cinderella, Bachman & Turner, Billy Idol, W.A.S.P., entre tantos outros, não deixaram a peteca cair e trouxeram a agitação necessária durante os quatro dias de festival.

 

Como nas últimas nove edições, mais uma vez, todos os ingressos foram vendidos em um total de 33000 pagantes. Novamente a ótima infra-estrutura do festival não deixou a desejar, trazendo todo o conforto necessário para esta verdadeira maratona do Metal.

 

Como novidade, a antiga tenda (Gibson Stage) foi dividida em dois palcos menores, o Rockklassiker Tent (onde ocorreriam shows acústicos) e o Nemis Tent (que contaria com bandas emergentes da cena sueca) e o Zeppelin Stage foi renomeado de Dio Stage, uma justa homenagem ao já saudoso Ronnie James Dio. Os demais palcos – Festival, Rock e Sweden – permaneceram exatamente como nos anos anteriores.

 

Como ponto negativo, a chuva durante os quatro dias de festival castigou bastante e tirou este que vos escreve do sério por diversas vezes!

 

Mas vamos ao que interessa: Rock N’ Roll!

 

 

 

DIA 09/06/2010 – AQUECIMENTO

 

_MG_2876_SRF2010_ALESTORM_600.jpgO primeiro dia no Sweden Rock Festival é conhecido como Warm Up (aquecimento), pois conta com um número menor de bandas e os dois maiores palcos - Festival e Rock – permanecem fechados com shows ocorrendo nos demais palcos.

 

Após a retirada das credenciais e de gastar algumas coroas suecas em CDs, DVDs e camisetas, pontualmente às 15:30h, me posicionei em frente ao Dio Stage para acompanhar a banda vencedora da “Batalha das bandas tributo”, o Heart Attack, que obviamente homenageia o Heart. A carismática vocalista Martina Edoff e a guitarrista Miam Tern representam muito bem as irmãs Wilson _MG_2916_SRF_UDO_PRESS.jpgem termos visuais e musicais. E que show bacana! Obviamente não faltaram os clássicos All I Wanna Do Is Make Love to You, If Looks Could Kill, What About Love e a obrigatória Barracuda.

 

Após o Heart cover, era hora de conferir os suecos do F.K.Ü. – Freddy Krueger’s Underwear ou Cueca do Freddy Krueger se vc preferir – e, apesar do hilário nome, esses suecos, que tocam fantasiados como o personagem da série Pesadelo em Elm Street, fazem um Thrash Metal no melhor estilo Exodus e os destaques vão para as músicas do seu último lançamento, o maravilhoso Where Moshers Dwell, com destaque absoluto para a própria  faixa título que fez todos baterem cabeça. _MG_3027_SRFT2010_600.jpgExcelente banda ficando a dica para quem não conhece.

 

Após essa aula de Thrash Metal, era hora do Metal Tradicional, mais uma vez no Dio Stage, com os suecos do Steelwing. Com um som bastante calcado em Iron Maiden, a banda, muito boa tecnicamente, não empolgou com as músicas do seu debut, destacando-se Headhunter e The Nightwatcher. Apenas razoável.

 

Mais um breve intervalo para alimentação e rumei para o Sweden Stage para checar o show do Michael Monroe, ex-vocalista do Hanoi Rocks e novamente em _MG_3040_SRF2010_600.jpgcarreira solo. Um bom show com o vocalista agitando muito apesar de não empolgar tanto. Os destaques vão para The Boulevard of Broken Dreams e Not Fakin’ It. Como definiu um colega, trata-se de “muito do mesmo” devido à impressionante similaridade entre muitas das músicas. Um bom entretenimento.

 

Na sequência teria pela frente o primeiro (e único) show acústico do festival: o Warrior Soul. Particularmente não entendo como ainda podem existir shows nesse formato. Simplesmente não funciona e, para piorar, o som estava muito alto e embolado. Uma banda com tantos hits teria feito um fantástico show elétrico. Mesmo assim, os destaques vão _MG_3047_SRF2010_600.jpgpara Love Destruction e Downtown e a ausência da obrigatória Hero no set deixou uma sensação de vazio ao término do show.

 

Por fim, era hora da atração principal da noite: os alemães do U.D.O. E que espetáculo!

Baseando o set na sua carreira solo, o carismático baixinho Udo Dirkschneider desfilou clássicos como Holy, Mastercutor, Animal House, The Bullet and the Bomb entremeados aos clássicos do Accept. E não faltaram Midnight Mover, Metal Heart, Princess of the Dawn, Balls to the Wall, I’m a Rebel e Fast as a Shark. Um dos destaques do festival! Fim do primeiro round. Hora de voltar ao hotel para algumas poucas horas de descanso._MG_3222_SRF_UDO_600.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DIA 10/06/2010 – SEGUNDO DIA

 

_MG_2946_SRF2010_QUIREBOYS_600.jpgO segundo dia de festival já começaria a mil por hora com os americanos do Stone Sour. Para quem não sabe, o Stone Sour começou como um projeto paralelo do vocalista Corey Taylor do Slipknot, que conta também com outro membro desta banda, o guitarrista James Root. Um certo clima de incerteza pairava no ar quanto à realização deste show em função da trágica morte do baixista do Slipknot Paul Grey duas semanas antes do festival. Mostrando um profissionalismo acima do comum, o Ston_MG_3069_SRF2010_STONESOUR_600.jpge Sour não só honrou os compromissos de sua agenda como literalmente quebrou tudo em cima do palco! Baseando o set no maravilhoso album Come What(Ever) May, a banda manteve o público na mão do início ao fim do show. Corey Taylor é um excepcional frontman e as músicas em si são muito boas. Não poderiam faltar as fantásticas Reborn, Made of Scars, Your God e o grande hit Through Glass, além de duas novas músicas novas, que estarão presentes no próximo lançamento da banda – Audio Secrecy – previsto para setembro deste ano. Um dos destaques do festival!

 

Pouco antes do término do show do Stone Sour, rumei para a Nemis Tent para conferir o Hard Rock do Mama Kin. Promovendo o excelente debut In the City, os suecos dominaram o palco e contaram com bom apoio do público na execução de Supeman, Too Much e da própria faixa-título. Os destaques vão para o vocalista e guitarrista Ward, que tem um timbre de voz semelhante ao de Paul Stanley do Kiss. Completam a banda _MG_3149_SRF2010_NAZARETH_600.jpgo guitarrista Elias, o baixista Jon e o baterista Edwin. Ótimo show!

 

Após o Mama Kin, a emoção tomou conta deste pobre mortal, pois um antigo sonho estava prestes a se realizar no Dio Stage: era hora do Treat! O Treat é uma banda sueca de Hard Rock dos anos oitenta que tem um som similar ao Europe e que estava afastada dos palcos há algum tempo. Após o lançamento do excelente Coup de Grace, a banda retornou com tudo aos palcos e fez um estupendo show! O set foi baseado no seu mais recente lançamento, com destaques para We Own the Night, The War is Over, Papertiger e Skies of Mongolia, mesclado a antigos clássicos como _MG_3351_SRF2010_Y&T_600.jpgConspiracy, Get You on the Run e World of Promises. Destaques para o monstruoso baterista Jamie Borger (ex - Talisman) e o vocalista Robert Ernlund. Top 5 do festival!

 

Após esse massacre chamado Treat, corri pra o Sweden Stage para assistir a mais um ícone do Hard Rock dos anos 80: os americanos do Y&T. Promovendo o bom Facemelter, a banda fez um set abrangendo todas as fases da carreira, destacando-se Black Tiger, Meanstreak, Forever e Eyes of a Stranger. Vale ressaltar, também, a homenagem feita pela banda a Ronnie James Dio com o cover _MG_3412_SRF2010_DAY2_600.jpgde Rainbow in the Dark com Dave Meniketti literalmente imitando a voz de Dio. Como ponto negativo, a chuva castigava bastante e ainda castigaria mais durante o dia!

Fim do Y&T e tive de fazer a primeira escolha do festival: Death Angel ou Pretty Maids? Apesar de adorar as duas bandas, optei pela segunda. Substituindo de última hora o Ratt, que cancelou toda a turnê européia em função da cirurgia do vocalista Stephen Pearcy, os dinamarqueses do Pretty Maids fizeram um show perfeito. Promovendo o estupendo Pandemonium, os membros remanescentes da formação original Ronnie Atkins (vocal) e Ken Hammer_MG_3580_SRF2010_600.jpg (guitarrista) puseram fogo no palco principal do festival e agradaram em cheio aos fãs mais antigos com clássicos Back to Back, Love Games, Queen of Dreams, Red, Hot and Heavy, Scream; os fãs mais recentes vibraram ao escutar Pandemonium, I.N.V.U., Little Drops of Heaven e Wake Up to the Real World. Na minha humilde opinião, o segundo melhor show do festival!

 

Sem tempo para respirar e com a chuva pairando sobre a cabeça, literalmente corri _MG_3611_SRF2010_SABATON_600.jpgpara o Dio Stage para pegar a meia hora final do Blackberry Smoke. Southern Rock de muita qualidade, a banda conquistou o público sueco com simplicidade, simpatia e obviamente muita competência. Destaques para Sanctified Woman e Freedom Song.

 

Após breve descanso, era hora do Inferno na Terra no Festival Stage: Slayer! Um dos quatro grandes do Thrash Metal americano estreava no Sweden Rock promovendo o ótimo World Pai_MG_3663_SRF2010_600.jpgnted Blood. O Slayer sempre faz ótimos shows apesar da pífia interação da banda com os fãs durante o espetáculo; soma-se a isso o fato do baixista e vocalista Tom Araya não poder agitar mais durante as músicas em função de uma placa na coluna cervical, o show poderia ser classificado como frio. Mas as músicas fazem toda a diferença e clássicos como South of Heaven, Rainning Blood, Angel of Death, Hell Awaits e Seasons in the Abyss fizeram o público delirar. Destaque para _MG_3704_SRF2010_SLAYER_600.jpgo fenomenal baterista Dave Lombardo que faz parecer com que os demais membros sirvam apenas de acompanhamento para ele destruir o seu kit!

 

Hora de mais uma escolha: Jorn ou Danzig? Optei pelo vocalista norueguês e me dei mal! Adoro a carreira solo do Jorn, além das bandas pelas quais ele passou como Masterplan, Vagabond, Beyond Twilight, Millenium, The Snakes e o projeto Allen/Lande, mas o show em si deixou muito a desejar. A começar pela falta de presença de palco do vocalista que, apesar de cantar muito, permanece estático o tempo todo sem se _MG_3863_SRF2010_JORN_600.jpgcomunicar com o público. Em segundo lugar o set não ajudou baseado única e exclusivamente em sua carreira solo em função da gravação de um DVD oficial. E por fim, a ausência da música mais esperada do festival – Song for Ronnie James – deixou a todos muito desapontados. A grande decepção do festival!

 

Enquanto no palco principal o Aerosmith fazia um show repleto de hits das FMs, optei por ver o Mayhem e uma palavra define o que senti durante o show: medo!

 

Liderados pelo carismático vocalista Attila Csihar, que estava vestido como um padre demoníaco e portando uma forca em mãos durante o espetáculo, o Mayhem destilou todo o seu ódio cristão em faixas como Pagan Fears, Illuminate Eliminate e De Mysteriis Dom Sathanas. Um bom show com _MG_3865_SRF2010_AEROSMITH_600.jpgdestaque para o extremamente rápido baterista Hellhammer que já passou pelo Dimmu Borgir. Fim do segundo tempo. Hora de recarregar as baterias!_MG_4000_SRF2010_600.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11/06/2010 – TERCEIRO DIA

 

_MG_4007_SRF2010_GRAVEDIGGER_600.jpgO dia já começava chuvoso e um pouco mais frio em relação às duas primeiras jornadas, mas a adrenalina já estava a mil, pois a maratona de ótimos shows continuaria por mais dois dias.

 

A primeira atração do dia seria o ótimo Bigelf, oriundo da ensolarada Califórnia. O Bigelf é uma banda com quase 20 anos de existência e seria bem definido como uma mistura de Beatles e Black Sabbath. Parece estranho? Soa muito bem!

 

Liderados pelo inconfundível vocalista e também tecladista _MG_4070_SRF2010_MSG_600.jpgDamon Fox, o Bigelf nos brindou com uma ótima retrospectiva de sua carreira englobando músicas de seus três álbuns de estúdio, dando maior ênfase ao mais recente lançamento, o excepcional Cheat the Gallows. Estranho foi o fato de eles não incluírem o maior hit do album, a obrigatória Money, It’s Pure Evil. Destaques para Evils of Rock N’ Roll, Hydra e Money Machine. Um excelente aquecimento para o que estava por vir!

 

Debaixo de uma garoa chata, rumei para o palco principal para conferir uma das atrações mais esperadas do festival: o Michael Schenker Group, em turnê de comemoração aos 30 anos de banda.

 

_MG_4134_SRF2010_DAD_600.jpgA formação da banda foi praticamente a mesma que passou por terras tupiniquins em meados de 2009, exceção a um irreconhecível Chris Glen no baixo. O set list também foi muito parecido com o apresentado por aqui com destaque para as obrigatórias Ready to Rock, On and On, Into the Arena, Cry for the Nations e Attack of the Mad Axeman. Vale ressaltar a ótima fase vivida por Michael Schenker que, tocou muito, interagiu bastante com o público e ainda mostrou muito bom humor em uma concorrida tarde de autógrafos algumas horas após o show!

 

Pausa para o almoço e novamente a postos no Festival Stage para assistir a um dos shows mais aguardados p_MG_4180_SRF2010_600.jpgelo público: Rick Springfield. Este sexagenário australiano, que também é ator, tem um Grammy em sua carreira pela música Jessie’s Girl. Contando como uma excelente banda de apoio, Rick Springfield conquistou o público com os seus inúmeros hits, entre eles Living in Oz, Affair of the Heart, Don’t Talk to Strangers e a já supracitada Jessie’s Girl. Não faltaram músicas de seu mais recente lançamento Venus in Overdrive com destaque para What’s Victoria’s Secret? Um show para ficar na memória!

 

Hora de mais uma escolha: Magnum ou Steel Panther? _MG_4239_SRF2010_STEELPANTHER_600.jpg

Rumei para o Sweden Stage para assistir aos americanos do Steel Panther. Há quem torça o nariz para este tipo de sátira, mas é fato que a banda tem ótimos músicos, entre eles Russ Parish, que já tocou com Rob Halford no Fight. Completam o time o baterista Stix Zadinia (Darren Leader), o baixista Lexxi Foxxx (Travis Haley) e o vocalista Michael Starr (Ralph Saenz). As letras maliciosas com alto teor sexual associadas à performance nada convencional da banda – o baixista Lexxi Foxxx arrumando a maquiagem com um espelhinho entre as músicas foi hilário - fez com que o show beirasse à perfeição e até mesmo o cover dos Backstreet Boys I Want it That Way ficou excepcional! Show nota dez com destaque para a pesadíssima Death to All But Metal e o ótimo cover para Kickstart My Heart do Motley Crue . Fica aqui a dica para quem não conhece o trabalho da banda!  _MG_4471_SRF2010_STEELPANTHER_600.jpg

 

O grande logo atrás do palco já anunciava o que teríamos pela frente: Cinderella no Festival Stage! A banda estava de volta aos palcos após um hiato em função dos problemas na voz de Tom Kiefer e com a formação original. E como é agradável ver e ouvir Jeff LaBar (guitarra), Eric Brittingham (baixo), Fred Coury (bateria) além do já citado Tom Kiefer (vocal e guitarra).Em minha humilde opinião, foi o set list mais perfeito de todo o festival baseado nos três primeiros álbuns (_MG_4490_SRF2010_CINDERELLA_600.jpgNight Songs, Long Cold Winter e Heartbreak Station). E dá-lhe Somebody Save Me, Night Songs, Nobody’s Fool, The Last Mile, Push Push, Shelter Me e a maravilhosa Don’t Know What You Got (Till It’s Gone). A banda está em ótima forma com grande destaque para Tom Kiefer que parece ter voltado aos velhos tempos! Sonho realizado.

 

A próxima atração em um Rock Stage abarrotado e com uma tempestade monstro respondia pela alcunha de William Albert Michael Broad. Quem? Obviamente estamos de Billy Idol! Talvez a atração mais rock n’ roll e ao mesmo tempo mais polêmica em um festival como o Sweden Rock mostrou com toda a propriedade como se faz um grande espetáculo! Acompanhado do fiel escudeiro e excepcional guitarrista Steve Stevens e do tecladista Derek Sherinian (ex-Dream Theater), Billy Idol arrasou tocando os grandes sucessos de_MG_4593_SRF2010_BILLYIDOL_600.jpg sua extensa carreira. Não puderam faltar Dancing With Myself, White Wedding, To Be a Lover, Eyes Without a Face e Rebel Yell. Pessoalmente não era fã de Billy Idol antes do show. Posso dizer que tudo mudou após essa aula de Rock N’ Roll! Nota 10 com louvor!

 

Enfim era chegada a hora do segundo headliner do festival: o irlandês Gary Moore tocando um set baseado em sua fase Hard Rock. A expectativa era enorme, pois faz muito tempo que Gary Moore vem se dedicando à sua outra paixão: o blues.

 _MG_4726_SRF2010_GARYMOORE_600.jpg

Contando com uma competentíssima banda de apoio, o irlandês, que também é um excelente vocalista, pôde mostrar toda a sua exímia técnica em clássicos como Over the Hills and Far Away, Military Man, Empty Rooms e a maravilhosa Out in the Fields, não tendo como não lembrar do famoso dueto com o saudoso Phil Lynott do Thin Lizzy. Emoção pura! Talvez o grande equívoco tenha sido a ordem das músicas, pois a trinca final com Still Got the Blues, Walking By Myself e Pa_MG_4691_SRF2010_600.jpgrisienne Walkways levou a temperatura do show lá para baixo com os intermináveis solos de Blues em uma fria madrugada sueca, além da ausência de clássicos do nível de Murder in the Skies, After the War e Victims of the Future deixou certo ar de frustração no ar. Fim de papo no terceiro dia. Faltava o último round!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUARTO DIA – 12/06/2010

 

_MG_5108_SRF2010_WINGER_600.jpgApesar de fisicamente esgotado, ainda restava um dia inteiro de shows para se deliciar neste último dia de Festivallen. E, exatamente às 13h30min, estava à frente do Festival Stage para acompanhar os americanos do Fates Warning. Talvez os grandes atrativos para este show fossem a formação que gravou o clássico Parallels e o próprio disco em questão sendo tocado quase que na íntegra! Não teve como não se emocionar com Leave the Past Behind, Life in Still Water, Eye to Eye, The Eleventh Hour,Point of View, We Only Say Goodbye, além de outras maravilhosas músicas como A Pleasant Shade of Grey Part III e a megaclássica Through Different Eyes. A banda toda é muito _MG_5136_SRF2010_600.jpgtécnica, mas o grande destaque vai para o vocalista Ray Alder, que continua cantando como há 20 anos.

 

Talvez o ápice de expectativa do festival residisse na próxima banda, ou melhor, no vocalista que subiria ao Rock Stage: Michael Kiske e a sua mais nova banda, o Unisonic, afinal havia 19 anos que Kiske não subia a um palco, desde o fim da Chamaleon Tour com o Helloween. Porém, pouco antes do início do show, veio uma forte chuva com ventos que, literalmente derrubou parte da House Mix, o que de imediato atrasou o início do show! E, até que houvesse total segurança para todos os envolvidos, não se deu o início do espetáculo. Com cerca de quase 30 minutos de atraso, sobem ao palco Dennis Ward e Kosta Zafiriou (baixista e baterista, ambos do Pink Cream 69) e Mandy Meyer (guitarrista ex-Krokus e Cobra) e a lenda viva do Metal Michael Kiske. Esbanjando bom humor com o ótimo público presente e tocando guitarra base, Kiske avisou de antemão que o material a ser executado pela banda seria do projeto AOR Place Vendome, além de uma música _MG_5137_SRF2010_WINGER_600.jpgnova do Unisonic e duas músicas de um passado muito distante, o que já causou um grande alvoroço entre os fãs! E como continua cantando esse rapaz! Eu me arrepio só de lembrar! Ele simplesmente destruiu cantando temas como Cross the Line, Set me Free, The Setting Sun e My Guardian Angel, todas do Place Vendome. Mas bastou ele anunciar Kids of the Century, do maravilhoso Pink Bubbles Go Ape do Helloween para causar verdadeira histeria entre os fãs! Não teve como controlar as lágrimas, que viraram verdadeiro vexame ao início de A Little Time, do fenomenal Keeper of the Seven Keys Part I. Sonho mais que realizado!_MG_5158_SRF2010_600.jpg

 

Ainda não acreditando no que tinha acabado de acontecer, rumei para o palco principal para assistir ao Winger. Em promoção ao lançamento do excelente Karma, a banda fazia o seu único show no continente europeu em 2010. Talvez, por isso, a expectativa era enorme e a banda não decepcionou no palco. O que falar de músicos do gabarito de Kip Winger (baixo e voz), Reb Beach (guitarra), Rod Morgenstein (bateria) e de John Roth (guitarra)?

 

_MG_5184_SRF2010_600.jpgForam tocados clássicos de todas as fases, incluindo as obrigatórias Rainbow in the Rose, Headed for a Heartbreak, Easy Come Easy Go e Down Incógnito passando pelas mais novas (e pesadas!) Deal With the Devil e Stone Cold Killer. A grande ausência ficou sendo a megabalada Miles Away, mas nada que pudesse abalar a ótima performance dos americanos.

 

A curiosidade acerca do Opeth era muito grande, uma vez que a banda vem recebendo rasgados elogios de Mike Portnoy, baterista do Dream Theater. Lógico que os músicos são extremamente técnicos, especialmente o guitarrista Fredrik Akesson (ex-Talism_MG_5226_SRF2010_OPETH_600.jpgan e Arch Enemy) e o grande mentor por trás do Opeth Mikael Akerfeldt (vocais e guitarra). Para quem não conhece, o Opeth é uma banda de Death Metal e Metal Progressivo que alterna vocais limpos e vocais urrados. Um show nada convencional por sinal, que já começou com a balada Windowpane para, na seqüência cair na pancadaria de The Grand Conjuration e Lotus Eater, os grandes destaques do show, que encerrou com Blackwater Park. Um bom show.

 

Hora de mais um show histórico: Bachman & Turner juntos após um hiato de 19 anos! E que emoção ver os já senhores Randy Bachman e Fred Turner em ação, de_MG_5226_SRF2010_OPETH_600.jpgsfilando verdadeiros hinos do Classic Rock. Não puderam faltar as maravilhosas Hey You, Takin’ Care of Business e You Ain’t Seen Nothing Yet. Um excelente show!

 

Sabe aquele ditado que diz que o melhor vem sempre no final? Pois é, ele pôde ser aplicado ao show do W.A.S.P. Apesar do clima de desconfiança que pairava sobre _MG_5445_SRF2010_WASP_600.jpga banda em função dos acontecimentos em Curitiba e São Paulo em abril deste ano, Blackie Lawless e companhia simplesmente quebraram tudo. Com um set baseado nos dois primeiros lançamentos da banda (WASP e The Last Command), a banda pôde executar temas obscuros e até mesmo nunca tocados como The Torture Never Stops, The Last Command, Hellion, Widowmaker e Sleeping (in the Fire), mesclados a músicas obrigatórias como L.O.V.E. Machine, On Your Knees, Wild Child, I Wanna Be Somebody, The Idol, Chainsaw Charlie e Blind in Texas e as novas Crazy e Babylon’s Burning. Era nítida a felicidade no rosto de cada headbanger em um abarrotado Rock Stage. Disparado o melhor show do festival!

 _MG_5514_SRF2010_WASP_600.jpg

Após essa aula de Hard Rock com o W.A.S.P., ainda faltava o principal headliner do festival, o Guns N’ Roses, mas a falta de pernas e o atraso de mais de 50 minutos de Axl Rose me fizeram desistir e encerrar o meu Sweden Rock Festival de forma antecipada. 

 

Teremos a vigésima edição do festival em junho de 2011 e os boatos dão conta de uma edição mais do que especial; mas será que dá para ser mais especial do que foi nos últimos dezenove anos? _MG_5610_SRF2010_GUNS_600.jpg_MG_5635_SRF2010_GUNS_600.jpg_MG_5332_SRF2010_GUNS_600.jpg

 
< Anterior   Próximo >
 

Matérias Online

PaulDiAnno_DF_AnaLima (1).jpg 

PAUL DI'ANNO
Clássicos em Brasília

At War_ASmirnoff (12).jpg 

AT WAR
Show em Curitiba

 

Publico (1).jpg 

GRASPOP
Três dias de show na Bélgica

gravacao do dvd em novo horizonte.JPG 

MADE IN BRAZIL
Shows em três cidades

DaveMustaine_NYC_08-08 (4).jpg 

DAVE MUSTAINE
Lançamento de livro em NYC

TortureSquad_SP_FernandaLira (4).JPG 

TORTURE SQUAD
Especial no Hangar 110

© 2010 Rock Brigade