Típico show pra quem é fã da banda de verdade.
Local pequeno, público “selecionado” e um Biohazard totalmente à vontade, como
se estivesse em
casa. Billy Graziadei parecia muito feliz em tocar no Brasil
novamente, até porque sua esposa é nascida aqui.
O Questions foi a banda convidada para abrir o
evento. Com uma apresentação de mais ou menos 50 minutos, os caras encerram com
um cover magnífico do Cro-mags (que passou por aqui esses dias), com uma
segunda opção para o Sepultura, que não chegou a ser tocada.
Bem estruturado, o Carioca Club, conhecido por apresentar
shows de forró e sertanejo, soube encaminhar muito bem o público diferenciado
que recebeu, e assim, os nova-iorquinos puderam expressar toda atitude e
respeito, dignos de uma banda de hardcore. Com a formação clássica, Evan
Seinfeld no vocal e baixo, Billy Graziadei e Bobby Hambel nas guitarras e Danny
Schuller na bateria, essa turnê é baseada nos três primeiros CDs da banda (Biohazard, 90, Urban Discipline, 92 e State
Of The World Adress, 94), para comemorar os 20 anos de estrada.
Shades Of
Grey
foi a escolhida para abrir o set e transformar o espaço em um verdadeiro
Brooklin! Com um português bem “entendível” Billy conversou muito com o
público, contando que, durante o show na Argentina, ele afirmou que o seu coração era brasileiro. A interação com a galera foi muito forte e todo mundo
queria subir ao palco para abraçar os caras. Os covers de We’re Only Gonna Die do Bad Religion e I Ain’t Goin Out Like That do Cypress Hill foram brilhantes, com
direito a invasão feminina no palco, a pedido dos próprios integrantes, e
muitas rodas enfurecidas! I Wanna Rock,
do Twisted Sister rolou como gostinho de quero mais. O Ole, Ole, Ole, Ole, na
guitarra de Billy, até então, para a minha infelicidade, palmeirense, foi
sensacional! How It Is, Punishment, Down For Life e Love Dinei
foram as que mais contagiaram o público, até porque são os grandes clássicos da
banda.
Fazia tempo que eu não via uma apresentação com
tanta dedicação. O Biohazard se entregou literalmente emostrou a vontade e a emoção
de estar mais uma vez ali, em cima do palco, fazendo o delírio dos seus fãs,
que provaram a fidelidade, já que a maioria da galera não era tão jovem assim.
Resumindo, foi um show do tipo “Bem vindo ao Brooklin!”