HomeNotícias [23/07] Kiss na Suécia com cobertura da ROCK BRIGADE
[23/07] Kiss na Suécia com cobertura da ROCK BRIGADE
KISS
Malmo,
Suécia (13/06/2010)
Texto e fotos por André Miranda
Vindo de uma maratona de shows nos quatro dias
anteriores no Sweden Rock Festival, ainda restava uma parada no estádio de
Malmo para conferir a turnê Sonic Boom
Over Europe do Kiss,tendo como
bandas de abertura o Casablancae o Mustasch.
Ainda do lado de fora enfrentando longas filas
para a entrada, uma vez que os ingressos para esta apresentação se esgotaram,
pude apenas ouvir o Casablanca tocando o seu set e, para ser sincero, não
fiquei tocado pelo Hard Rock moderno que essa banda sueca pratica. Já no
interior do estádio e munido pelo merchandising do Kiss, eu me posicionei para
conferir a apresentação de Ralf Gyllenhammar e sua trupe: o Mustasch!
Promovendo o recém-lançado Mustasch, a banda executou algumas faixas deste novo trabalho, com
destaques para Heresy Blasphemy, The
Audience Is Listening e Mine.
Particularmente achei a banda um pouco fria no palco, apenas cumprindo o seu
papel de banda de abertura. Para quem já viu o Mustasch ao vivo, sabe das
apresentações bombásticas que a banda executa. Ainda assim, vibrei com as
maravilhosas Black City e Double Nature.
Pouco antes das 21h, o enorme pano negro com o
logo prateado caiu e pude presenciar uma das entradas mais apoteóticas dos
últimos tempos. Seria muita pretensão tentar descrever com palavras a abertura
do show com Modern Day Delilah. Um
palco móvel com Paul Stanley (vocais e guitarra base), Gene Simmons (vocais e
baixo) e Tommy Thayer (guitarra solo) entra girando por trás da bateria de Eric
Singer com muitos efeitos pirotécnicos associados! Realmente é impressionante.
Após a execução do mais novo clássico de Sonic
Boom, a banda seguiu com temas clássicos muito bem conhecidos dos fãs como Cold Gin, Let Me Go Rock N’ Roll e Firehouse.
Paul Stanley voltou a cantar muito, Gene Simmons
parece muito satisfeito com a nova fase do Kiss, Tommy Thayer cumpre muito bem
o seu papel e o monstro chamado Eric Singer comanda com maestria as baquetas,
além de cantar de forma maravilhosa!
Hora de mais uma música nova e a preferida para
este que vos escreve: Say Yeah! Quase
tive um infarto ao escutar essa música ao vivo e as emoções estavam longe de
terminar! Para dar uma recuperada no fôlego, vem na seqüência a manjada, mas
obrigatória Deuce, com direito a
performance ensaiada do trio no final da música.
O que aconteceu em seguida foi indescritível.
Qual seria a reação de um fã que cresceu ouvindo o album Crazy Nights à exaustão escutar a música Crazy, Crazy Nights ao vivo e com a banda maquiada? Choro na certa! Foi simplesmente perfeito ouvir essa canção lembrando de uma série de boas
emoções do passado. Escolha acertadíssima no set desta nova turnê!
O show seguiu em alta com a clássica Calling Dr. Love, mas acabou dando uma
caída com a seqüência Shock Me, I’m An Animal,
100000 Years e I Love It Loud. Deixe-me explicar: Shock Me é sinônimo de Ace Frehley, apesar de Tommy Thayer ter
feito um bom trabalho vocal na música; I’m
An Animal é a música mais fraca de Sonic
Boom, ao passo que 100000 Years e
I Love It Loud já foram excessivamente
tocadas nas turnês pregressas.
A temperatura do show voltou a subir com a
trinca final antes do bis: Love Gun, Black Diamond e Detroit Rock City. A banda agradece o público e se retira do palco.
Fim de show? Que nada...
A banda retorna ao palco munida de violões
enquanto Eric Singer se posiciona com o microfone para cantar Beth. A versão ficou honesta, mas vale o
mesmo raciocínio de Shock Me: Beth é sinônimo de Peter Criss. E, ainda
vale lembrar que Eric canta uma das melhores músicas de Sonic Boom: All For The Glory
que poderia ter sido incluída no atual set!
Paul Stanley começa a conversar com o público a
acaba tocando um pequeno trecho de Forever
deixando a todos em estado de euforia. Pena que foi só um excerto! Era a deixa
para a clássica Lick It Up e na
seqüência Shout It Out Loud.
Era chegada a hora de Paul cantar no meio do
público a maravilhosa I Was Made For
Lovin’ You.
O show estava chegando ao fim, mas ainda havia
espaço para God Gave Rock N’ Roll To You
II e a homenagem no telão para as lendas do rock que não estão mais entre
nós, entre elas o saudoso Eric Carr. Emoção pura!
Ainda faltava algo: Rock N’ Roll All Nite and party every day com a já conhecida chuva
de papel picado, efeitos pirotécnicos e o grande encerramento com a tradicional
quebra de uma guitarra no meio do palco por Paul Stanley!
Para variar foi um show digno do Kiss com tudo
aquilo que o fã da banda espera: maquiagens, efeitos pirotécnicos e, acima de
tudo, boa música. Nota 10!