[27/07] Metal malóka causa terremoto em Santo André, mas sem vítimas
CLAUSTROFOBIA
Central Rock Bar, Santo
André/SP (17/07/2010)
Texto e fotos por Társis Marim
Rolou no Central Rock Bar a 26º edição do Metal Total com as
bandas: Concept of Hate, Red Front, Esdrelon e o headliner Claustrofobia.
Antes de começar a falar dos shows, quero destacar o local do
evento, um rock bar com um espaço muito bacana onde a galera pode jogar bilhar
(a casa oferece 2 mesas), tem também diversão eletrônica com 6 fliperamas, um
telão que passa clips, só o palco que ainda é muito pequeno, mas mesmo assim,
já contou com grandes bandas e a casa merece os aplausos por apoiar a cena por
6 anos. Quem não conhece, ta aí o convite porque eu bato cartão por lá e todos
os roqueiros da região também!
Bom, a primeira banda a esquentar a noite congelante que fazia em Santo André foi o Concept
of Hate. Basicamente uma banda nova e com repertório de covers que incluíam Pantera,
Sepultura e Slayer, e entre os clássicos, o bate cabeça ficava por conta de
músicas como Domination e Walk do Pantera, Seasons in the Abbys do Slayer, Territory
e Roots do Sepultura. A banda,
formada por Sérgio Giraldelli nos vocais, Rafael Bicudo no baixo, Paulo Neto na
batera e Daniel Pereira na guitarra, mostraram competência e que estão na
escola e no caminho certo.
Na seqüência, era a vez do thrash metal dos paulistanos do Red
Front que, com um pouco mais de público no Central, até roda se formava na
frente do palco. Com uma puta pegada, a banda baseou seu repertório em torno do
primeiro trabalho, o CD Memories of War e
fecharam o show com Circle of Hat” que
inclusive já ganhou a versão do primeiro vídeo clipe oficial. Os caras eram tão
gente fina, que ainda de quebra, distribuíram CDs demo gratuitamente pra
galera, além de uma gelatina de Vodka balizada de Red Front que é claro, provei
e aprovei! A banda fundada em 2007, é formada por Léo nos vocais, Marcelo nas
guitarras, Mark no baixo, Bradock na batera, além do irreverente guitarrista Oscar,
que usando um transmissor, saia tocando no meio da galera, sobrou até pra mesa
de bilhar! Vale lembrar que os caras estão com uma turnê européia agendada para
janeiro de 2011, e é claro, a ROCK BRIGADE deseja boa sorte aos caras.
Encarregados de abrir pro Claustrofobia, a banda de death/thrash Esdrelon,
quarteto formado no ABC em 2002 e liderada pelo baixista do Seven7h Seal Darcio
Cerveja, a banda surpreendeu. O legal é que todos os integrantes contribuem nos
vocais, menos o batera Jack Ferrante. A dupla de guitarristas Cleber Beraldo e
Ernane arrancam um puta peso agressivo das guitas e o baixo fretless do Darcio,
casava legal com os riffs raivosos das músicas resultando numa cozinha bem
bacana. Basicamente o repertório incluiu sons próprios da banda, sendo um show
mais de degustação já que a banda ainda não soltou um álbum de estréia, mas
agradou, porém o que sacudiu a galera mesmo foi a cover para a música Come to the Sabbath do Mercyful Fate,
todos banguearam. O Esdrelon chega como mais uma grande promessa para a cena.
Finalizando a noite, chegava a hora da atração principal, agora era
a vez do metal malóka do quarteto formado em Leme, Marcus D’angelo (guitarra e
vocal), Alexandre De Orio (guitarra) Caio D’Angelo (bateria) e Daniel Bonfogo
(baixo) estremecer o chão do ABC feito um terremoto estrondoso tamanha a fúria.
E tome dor no pescoço, após a intro ecoando nos PAs, os caras abrem
o show com as novas Discharge, uma
puta porrada na cara que abre o último CD I
See Red e sem parar emendam Tiro de
meta nos traseiros da galera. Cabelões compridos voavam pelo Central Rock
Bar e uma mini roda já tomava conta da frente do palco.
Thrasher faixa título do CD de
2002 e Condemmed, também de 2002, comandavam
o bate cabeça.
Mais uma aula com mais duas músicas novas, War Stomped e Mine Field.
E cadê o frio que fazia? Calor absurdo, não tinha como não ficar parado num
show desses.
A banda toma um pouco de fôlego, soa uma nova introduçãozinha e
voltam com Don’t Kill the Future,
música com inicio veloz e com uma pegada thrash bem old school, uma das
melhores do novo CD, fora que também é um dos melhores solos registrados no CD I See Red.
Depois Paga Pau que fecha
o CD Thrasher e Eu Quero É Que Se Foda do CD Fulminant
de 2005, levou a galera a insanidade, muito brutal. Marcus agora trocava aquela
idéia com a galera e anunciava Arise,
sim, cover do Sepultura que, com o Claustrofobia, quem é Sepultura?
Enemy que é thrashona ao
extremo, botou pra fuder, pena que ela é muito rápida.
Mais duas novas, Natural
Terrorism e a faixa título I See Red se
resumem em: VELOCIDADE e PORRADARIA!
Agora, um dos melhores momentos da noite, a maravilhosa versão para
Filha Da Puta do Ultraje a Rigor, e
claro, todos cantaram em uníssono: “Filha da puta!
É tudo filha da puta!Seus filha da puta, é tudo filha da... PUTA!”
Fechando com chave de ouro, executam de forma matadora Terror And Chaos do CD de estréia
lançado há 10 anos e que leva o nome da banda.
Sem palavras é como fiquei com esse ótimo show de lançamento do petardo
quarto trabalho I See Red e ainda
desabafo aqui em prol dos caras que é uma pena que essa incrível banda ainda
seja injustiçada no nosso cenário, pois merecem um melhor reconhecimento devido
ao potencial absurdo e carisma. Mas os caras estão aí, buscando seu lugar e
conquistando cada vez mais público e cravando seu nome ao lado dos já
consagrados Sepultura, Angra, Krisiun, Korzus, etc. Desde o debut homônimo já
era notório o profissionalismo da banda e tomara que num futuro próximo os
caras alavanquem de vez e levem o metal máloka aos extremos e se tornem uma referência
no exterior ainda maior, alguns bons frutos a banda já vem colhendo, mas
merecem mais.